Assassinos de PM usaram carro clonado para executar crime, na Zona Oeste do Rio

Execução. Esta é a principal linha seguida pela polícia para apurar a autoria da morte do empresário e PM reformado Marcos Antônio Cortinas Lopes, de 58 anos. Ele usava uma BMW X 6 blindada, com valor de mercado superior a R$ 700 mil, quando foi assassinado por bandidos ao desembarcar do carro, no último dia 17. Para forçar que ele deixasse o veículo, os assassinos jogaram um Cobalt contra a traseira do automóvel de luxo. Ao sair para verificar o que havia acontecido, a vítima foi atingida por cinco tiros de pistola calibre 40.

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O crime aconteceu na Avenida das Américas, uma das vias mais movimentadas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) já sabem que o Cobalt, abandonado pelos assassinos no local do crime, ostentava uma placa clonada. O carro passou por uma perícia na especializada. Após o assassinato, os autores dos disparos fugiram na garupa de duas motocicletas que davam cobertura para a ação criminosa.

O PM morto já havia sido preso, em 2020, por crime de receptação. Na ocasião, ele seria sócio de uma empresa de telecomunicações, que fornecia sinais de internet e de tv a cabo, na Zona Oeste. Em um depósito da referida empresa, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco-IE) encontraram equipamentos desviados de setores de telefonia. Por conta disto, Marcos Antônio chegou a ser condenado a uma pena de três anos e sete meses de prisão. Em agosto de 2024, a Justiça concedeu um habeas corpus, tornando nula uma decisão de pena privativa de liberdade. A partir daí, Marcos Antônio ganhou progressão para o regime aberto, estabelecendo a prisão albergue domiciliar.

No dia em que o crime ocorreu, o advogado William Araújo Silva, responsável por defender os interesses da família da vítima, negou que o militar reformado tivesse qualquer tipo de ligação com grupos milicianos.

— Meu cliente (Marcos Antônio Cortinas Lopes) não integra ou jamais integrou qualquer tipo de milícia—disse.

Em 2002, quando estava lotado no 14º BPM (Bangu) e era soldado, Lopez foi homenageado com uma moção de congratulações e aplausos na Assembleia Legislativa (Alerj) por ter participado de uma apreensão de armas na comunidade Santo André, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Já em 2020, o PM reformado foi preso em flagrante numa ação da Delegacia de Repressão às ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) acusado de receptação qualificada.

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